Luz
Ó tu que aspiras o conhecimento
da Luz Vigente;
Não procure nem nos vales nem
no meio dessa gente;
Observa-te a ti mesmo, enquanto inocente;
E desfruta da emoção
de ser um Sol-Sempre-Fulgente.
Sobe pelo interior do teu corpo como
numa escada para o céu;
Passando e passeando;
Por Passagens e Passeios;
Irremediavelmente indescritíveis
no papel.
Guarde à sete chaves;
Aquilo que concerne às Sete
Portas;
Pois o Teu não é o Meu;
Assim como o Meu não é
o Teu.
Sê com cuidado às coisas
grandes;
E sê mais cauteloso ainda àquelas
ínfimas;
Pois assim como deves angariar a fervorosa
secura do Dia;
Também se faz necessário
para com o remanescente relento da
Noite.
Sê tu sempre essa Luz Macia;
E uni-te para sempre com o Infinito;
Nunca com ânsia de resultado
e histeria;
Mas com Vontade Pura e sem atrito.
Frater Physen
Vitor de Paula Valle Campos