Quando o dia morre
O brilho e a vibração já se vão com o sol Dando lugar à frieza e a cristalização O mundo desacelera E minha mente acelera Começo a me questionar Perguntas vem sem parar E no meu peito começa a brotar Um vazio cinza O qual vem a minha mente perturbar E o quanto mais me pergunto e me questiono Mais fico sem lugar Num mundo tão grande pareço só ao meu olhar E assim nada tem sentido Nada tem porque Pois o que o mundo me dá não quero mais comer Sito sede de calor de brilho e iluminação Pois me pergunto e me questiono sem encontrar solução Não sei se mudei Ou se comecei a ver melhor O mundo de ilusões que criaram ao meu redor Alegrias baratas, felicidade passageira Passageiro nesse mundo não consigo mudar a direção Só consigo ver Cada vez mais claro O abismo negro vindo em minha direção em rota de colisão E nos instantes finais não sei se pulo ou me deixo absorver Se tantos vão para o abismo Por que eu quero correr Será que é por que tenho vontade de ser mais Ou será o abismo o caminho pra viver em paz Serei eu um louco questionador Ou apenas um lúcido que vê a armadilha do condutor E na loucura que escolhi ter Solto um brado e mando parar Salto do mundo e fico a olhar todos que o abismo começa a tragar E de fora fico rindo Sem saber o porque Se sou só eu o louco Ou se sou apenas um lúcido que consegue ver.
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