" Faze o que tu queres há de ser tudo da Lei*. "
A
base do sistema mágico desenvolvido
por Aleister Crowley, após
o recebimento do Livro
da Lei, em 1904.
"Faze
o que tu queres há de ser tudo
da Lei."
Novamente: "Tu não tens o direito a não ser fazer a tua vontade. Faze aquilo e nenhum outro dirá não. Pois vontade pura, desembaraçada do propósito, livre da ânsia de resultado, é toda via perfeita". Considerai
isto cuidadosamente; parece insinuar
uma teoria de que, se todo homem e
toda mulher fizesse a vontade dele
ou a vontade dela - a real vontade
- não haveria conflito. "Todo
homem e toda mulher é uma estrela",
e cada estrela, move-se numa órbita
determinada, sem interferência. Destas considerações deve tornar-se claro que "Faze o que tu queres" não quer dizer "Faze o que quiseres". A Lei é a apoteose da liberdade; mas é também a mais estrita das injunções.
Mas esta expressão também pode ser interpretada como se lesse "com propósito desembaraçado" - isto é, com energia incansável. A concepção é, portanto, de um movimento eterno, infinito e inalterável. Isto é Nirvana, somente, dinâmico em vez de parado - o que vem no fim a ser a mesma coisa. A óbvia tarefa prática do mago é, portanto descobrir qual é realmente a sua vontade, para que ele possa fazer a sua vontade desta forma; isto pode ser conseguido melhor pelas práticas de Liber Thisarb (Tratando de Memória Mágica - a memória das encarnações passadas) ou outras tais que sejam ocasionalmente prescritas. Deveria ser agora perfeitamente simples para todo mundo a essência da Mensagem do Mestre Therion. Tu deves:
2) Fazer a tua Vontade com: a)
unidade de propósito; Então, e somente então, tu estás em harmonia com o Movimento Cósmico, tua vontade parte da, e portanto igual à, Vontade de Deus. E desde que a Vontade não é mais que o aspecto dinâmico do ente, e desde que dois entes diversos não podem possuir vontades idênticas, então, se tua vontade é a vontade de Deus - Tu és Aquilo. Há apenas uma outra palavra a explicar. Em outra parte está escrito - certamente para nosso grande conforto - "Amor é a lei, amor sob vontade". Isso significa que, enquanto a Vontade é a Lei, a natureza dessa Vontade é Amor. Mas este Amor é como que um sub-produto daquela Vontade; não contradiz nem sobrepuja aquela Vontade; e se em qualquer crise uma contradição se erguer, é a Vontade que nos guiará corretamente. Vede, enquanto no Livro da Lei há muito escrito sobre o Amor, não existe nele nada de Sentimentalismo. O Ódio mesmo é quase como o Amor! Lutar é certamente Amor! "Lutai como irmãos"! Todas as raças másculas do mundo compreendem isto. O
Amor de Líber Legis é sempre ousado, viril, orgiástico
mesmo. Existe delicadeza, mas é
a delicadeza da força. Poderoso,
terrível e glorioso como é,
porém, é apenas a flâmula
sobre a sagrada lança da Vontade, a inscrição
damascena na lâmina das espadas
dos Monges-Cavaleiros de Thélema.
" Amor é a lei, amor sob vontade "
* " Do what thou wilt shall be the whole of the Law" - a tradução utilizada é a de Marcelo Motta, pois fora feita seguindo uma observação de Germer sobre a necessidade de se ter o mesmo número de letras do original ( 11 ). Infelizmente, não se pode traduzir apenas com monossílabos como ocorre no britânico. 11 é o número da Grande Obra
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