Tu que és eu mesmo, além de tudo meu; Sem natureza, inominado, ateu; Que quando o mais se esfuma, ficas no crisol; Tu que és o segredo e o coração do Sol; Tu que és a escondida fonte do universo; Tu solitário, real fogo no bastão imerso; Sempre abrasando; tu que és a só semente De liberdade, vida, amor e luz eternamente; Tu, além da visão e da palavra; Tu eu invoco; e assim meu fogo lavra! Tu eu invoco, minha vida, meu farol, Tu que és o segredo e o coração do Sol E aquele arcano dos arcanos santo Do qual eu sou veículo e sou manto Demonstra teu terrível, doce brilho: Aparece, como é lei, neste teu filho!
Adonai, Adi - Buddha, Asar Un-nefer, Atman, Augoeides, Chrestos, Cristo, Gênio, Grande Mestre, Ishvara, Jechidah, Kia, Logos, Ori, Sagrado Anjo Guardião, Self, Sol, Vishnu... Deus. Todas as culturas em toda parte do mundo o conhecem. Todas, as suas maneiras ,o buscam. Existem tantas definições para Ele quanto existem mentes no planeta. Segue-se aqui uma carta de Karl Germer, 8º=3° A.'. A.'. afim de ilustrar o assunto, enviada a outra iniciada da Ordem, Jane Wolf em Janeiro de 1951: " Com base em minha experiência estou certo que atingi Thiphareth em Janeiro de 1927. E foi uma grande experiência... porém, os anos que se seguiram, revelaram algumas surpresas - que eu chamarei ' manifestações' - Eu nunca obtive essas mensagens do Sagrado Anjo Guardião. Foi somente em 1946, talvez 45, que eu fui tomado pela mão e forçado, contra a minha vontade, a agir de determinadas maneiras que, posteriormente, provaram-se extremamente benéficas para mim. Isso levou-me a trocar correspondências com Aleister Crowley num assunto que ultrapassava minha compreensão. O erro que todos nós parecemos cometer quando ouvimos falar desse S.A.G. e outras histórias sobre esse assunto, eu acho, é esperar algo do tipo ouvir vozes ou ter a visão de outro companheiro, ou de sua Majestade o S.A.G. como algo semelhante ao que ocorre neste plano. Logo após minha experiência em 1927, quando meu S.A.G. avisou-me que eu não tinha noção do que ele estava falando à minha alma, eu fui informado que, para entender Sua linguagem, teria que haver uma adaptação à este plano. Em outras palavras, um não tem que atravessar planos existenciais para comunicar-se com o outro. Eu não segui esse conselho - por teimosia, auxiliada, provavelmente, por uma típica natureza terrestre. Aleister Crowley deu-me alguns exemplos práticos das intervenções do S.A.G. Uma em 1946, quando a agulha de sua seringa quebrou e estava sozinho em Netherwood, quando um homem chegou, no meio de uma tempestade de neve, sem causa aparente, em sua casa a uma milha ou duas de distância e encontrou-o prostrado ; então telefonou a um médico que logo chegou e o salvou. Se atrasa-se vinte e cinco minutos, estaria morto. Esses são casos especiais. O que nós temos que aprender, é ouvir a sua voz nas coisas mais comuns das nossas vidas. ...Uma vez que você trabalha o universo em altos planos, as ações e poderes do S.A.G. manifestam-se em outros naturalmente. ...Práticas intensas e invocações capacitam a alma a reagir e compreender a linguagem do S.A.G. mais limpa e claramente. Isso deveria, talvez, ser adicionado aos comentários anteriores. Estou certo de que as realizações totalmente conscientes de Aleister Crowley revelaram aos poucos esse problema. Seus diários mostram que seu S.A.G. freqüentemente comunicava-se mais claramente através de mulheres como Ouarda a Vidente ( Rose Kelly), Mary d'Este... e por outros meios. Ele insistia em interrogar o mensageiro com toda força analítica de sua brilhante mente, tanto que, as pessoas que tentavam convence-lo de certas coisas muito importantes, não ficavam á vontade e partiam. Todos nós devemos nos fortalecer nesse conceito, não sucumbindo ao desespero, mas aprender como melhorar nossa condição. Se você soubesse como 666 procurou, muitas vezes às cegas, pela luz e não só ele, todos nós! O melhor que podemos fazer é pegar um único raio de luz entre os bilhões e trilhões que nos são enviados pelo Sol, generosamente, sem discriminação. Nós podemos pegar um em particular que mais se ajusta a nossa natureza, como um indivíduo. O raio que pegamos é diferente do seguinte. O de Van Gogh foi diferente do de Gauguin e assim por diante. Não desista! Você não deve sentir-se inferior a ninguém! Tem o amor de todos, respeito e admiração! Você está insatisfeita consigo mesma! É o tipo de sensação que precede um nascimento. Pergunte a qualquer artista, estadista ou até a um empresário quando uma grande decisão está para ser tomada... estou sendo cuidadoso em responder suas dúvidas e incertezas. A razão disso, é que eu mesmo tive meditando nesse problema por mais de vinte anos. Eu perguntava a Aleister Crowley várias vezes, porém, eu não entendia suas respostas; você deve compreender o assunto intensamente; cada um deve ' buscar no horror das florestas' por si só; a solução chega ao fim de todas as aspirações, ou das lutas travadas... "
A próxima é uma consideração de Marcelo Motta :
Pouco importa, do ponto de vista da
humanidade (ou do ponto de vista do
Universo), se o nosso arroubo espiritual
foi lindo ou gostoso. O que importa
é se foi ecológico. Os iniciados definem
o avanço espiritual do ser humano como
maior eficiência na promoção da harmonia
universal.
Se o arroubo não traz benefícios ao
universo em que você vive, a fórmula
que o compõe não é a Amor, que pressupõe
interação e comunicação, e sim, o Ódio,
que pressupõe separação.
Visões ‘místicas’ ou mágicas de ‘santos
ou santas’ ocorrem constantemente em
todos os sistemas religiosos. Na nomenclatura
dos iogues, tais visões são formas de
Dhyana, que é a experiência mística
que antecede Samadhi, a qual é a verdadeira
experiência mística que o iogue aspira.
Em Samadhi há perfeita identidade entre
você e a experiência; portanto a manifestação
de forma, ou de uma Entidade separada
de você mesmo, é impossível. Como diz
o Bagh-i-Muattar: ‘ Alá é o ateísta,
Ele não adora Alá’.
Os cristãos que experimentam visões
de ‘ Jesus Cristo’ ou da ‘Virgem Maria’,
por exemplo, estão experimentando projeções
do plano astral da intensidade de seu
próprio desejo. Se ele se apega a tais
visões, corre grande perigo de ser obcecado
por entidade de uma baixa natureza.
As incríveis perseguições religiosas
dos cristãos uns contra os outros e
contra membros de outros cultos, as
espantosas crueldades da Inquisição
romana e protestante, tiveram sua origem
no apego por parte de crentes a visões
deste tipo.
(...) Que se pode fazer num caso deste?
Como podemos convencer uma alma simples
de que o Jesus Cristo dos Evangelhos
é apenas um símbolo do Adepto, ou de
que a Virgem Universal é demasiado sublime
para ser concentrada em uma simples
forma humana. Principalmente quando
sabemos que tanto o Cristo quanto a
Virgem são arquétipos que existem em
uma forma ou em outra, em todo e cada
subconsciente humano.
Ainda como diz o Livro da Lei: ‘ Não
sejas animal; refina tua raptura!’
O iniciado só passa além da Visão do
Anjo a uma verdadeira comunhão com ele
quando percebe que é justamente a Visão
que o separa d`Ele.
Qual iogue que alcançará Samadhi enquanto
se sentir satisfeito com Dhyana.
É necessário tomar o máximo cuidado
com visões astrais. O plano astral é
infinitamente plástico: a substância
que o compõe está sempre pronta assumir
as formas do nosso desejo ou do nosso
medo. Por este motivo, o Astral (como
tudo mais neste mundo) é uma arma de
dois gumes.”
Ataque e Defesa Astral, Ed. Bhavani.
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